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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Montadora do RS investirá R$ 20 mi em Campo Verde até 2019.

Foto: Prefeitura de Campo Verde
Unidade da Maxloader em Campo Verde terá capacidade para montar duas máquinas por dia.
Unidade da Maxloader em Campo Verde terá capacidade para montar duas máquinas por dia.
A montadora de máquinas da chamada linha amarela (escavadeiras, carregadeiras, retroescavadeiras, compressores e outros) Maxloader, com sede em Passo Fundo (RS), investirá R$ 20 milhões em uma unidade com venda e montagem em Campo Verde até 2019. A empresa será instalada em uma área na saída para Dom Aquino e terá capacidade para montar duas máquinas por dia.

O contrato de permuta entre a empresa e o prefeito de Campo Verde, Fábio Schroeter, foi assinado no dia 08 de abril anunciando os investimentos no município.

Durante a assinatura do contrato, o sócio-proprietário da Maxloader, Raul Pedro Biazus, revelou que inicialmente serão instalados em uma área de mil metros quadrados os setores administrativos, área de vendas e de montagem, cujos investimentos variam entre R$ 6 e R$ 7 milhões.

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As obras devem iniciar em junho ou julho e a previsão é começar em 2016 ainda os trabalhos de montagem das máquinas.

Os equipamentos produzidos em Campo Verde, segundo o empresário, atenderão as regiões Centro-Oeste, Norte e parte da região Nordeste.

Na unidade mato-grossense serão montados três modelos de máquinas: a Max 916, com peso operacional de 5 toneladas, a Max 936, com peso operacional de 10 toneladas e a Max 956, com peso operacional de 15 mil quilos. Para 2018, o projeto é montar também empilhadeiras mecânicas.

Negociações

As negociações para a instalação da Maxloader em Campo Verde tiveram início em 2015 durante visita do prefeito Fábio Schroeter a feira Expointer, que ocorre na região metropolitana de Porto Alegre (RS).

“Vistamos a feira com o objetivo de prospectar a vinda de empresas para Campo Verde e quando soubemos que a Maxloader pretendia se instalar em Mato Grosso, imediatamente entramos em contato com o senhor Raul”, explica o prefeito de Campo Verde.

O sócio-proprietário da empresa, Raul Pedro Biazus, comenta que outros municípios de Mato Grosso pleiteavam a instalação da Maxloader, contudo a atuação da Prefeitura de Campo Verde foram fundamentais na hora da escolha.
Fonte:olhar Direto

Vigilância agropecuária protege as fronteiras do país contra a febre aftosa.

A febre aftosa é um dos principais focos do sistema brasileiro de defesa sanitária. Embora o país não registre nenhum caso desde 2006, a doença exige vigilância permanente nos 15,7 mil quilômetros de fronteira com outros países. “A extensão continental do Brasil necessita de uma grande articulação para fortalecer o nosso sistema de proteção animal e vegetal”, diz o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel.
O país tem o maior rebanho comercial do planeta, com quase 214 milhões de cabeças, e lidera o ranking das exportações globais de carne bovina. Segundo a Coordenação de Febre Aftosa do Mapa, o controle é importantíssimo do ponto de vista econômico, para manter o acesso aos mercados. Isso porque os países compradores de carne estabelecem fortes barreiras à entrada de animais suscetíveis à doença e aos produtos provenientes de regiões com ocorrência de aftosa.

A vigilância agropecuária do Mapa atua na fronteira com o Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. O território brasileiro tem 588 municípios na faixa de fronteira, espalhados por 11 estados: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As ações do Ministério na faixa de fronteira são feitas em parceria as Forças Armadas, Polícia Federal, Receita Federal e órgãos de defesa agropecuária dos governos estaduais e dos produtores rurais.

De acordo com Rangel, o envolvimento do setor produtivo é fundamental nesse processo vigilância sanitária. “Os pecuaristas são os responsáveis pela vacinação dos animais contra a aftosa e pela notificação às autoridades de qualquer situação anormal que possa representar ameaça aos rebanhos. Por isso, precisamos do apoio deles para manter a sanidade do nosso gado”.
Universo de trabalho

Das 27 unidades da Federação, 23 são livres de aftosa com vacinação. Santa Catarina já superou a doença e não imuniza mais o rebanho. Amapá, Amazonas e Roraima ainda não são reconhecidas como zonas livres com vacinação, porque ainda não têm os requisitos necessários no sistema de vigilância estadual. Nesses estados, o Mapa vem reforçando a infraestrutura, por meio de convênios, para a compra de equipamentos e veículos.

Se Amapá, Amazonas e Roraima conseguirem o status livre da doença com vacinação, o Brasil vai pleitear esta condição para todo o todo território nacional junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em maio de 2017, em Paris.

Segundo o coordenador-geral de Suporte Estratégico do Mapa, Jorge Caetano, o desafio de manter a sanidade dos animais requer constante avaliação da vulnerabilidade da fronteira, ou seja, se ela é seca ou fluvial e se a fronteira é seca ou fluvial e se há cidades-gêmeas (aquela que estão nos lados da linha de fronteira). Os fiscais do Mapa verificam também se há possíveis hospedeiros de agentes de doenças na faixa de fronteira, em explorações agrícolas ou pecuárias.

O exercício da vigilância na faixa de fronteira permite ao Mapa concentrar ações de fiscalização em áreas com maior risco. “O último episódio de febre aftosa registrado no Brasil ocorreu há dez anos no Mato Grosso do Sul e Paraná. Os estados ficam numa faixa particularmente vulnerável pela inexistência de barreiras naturais”, lembra Caetano.

O Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) fiscaliza rotineiramente, de forma direta, cargas em áreas alfandegadas: postos de fronteira, aeroportos, portos e estações aduaneiras do interior. Entretanto, na faixa de fronteira, em áreas não alfandegadas, a fiscalização precisa ser estabelecida em cooperação com outros órgãos federais e, ainda, com órgãos estaduais. As ações do Vigiagro são realizadas nas Unidade s de Fronteira Unidades de Vigilância Agropecuária (Uvagros).

Outra ação permanente do Mapa é o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que tem como principal estratégia a implantação progressiva e manutenção de zonas livres da doença, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). No segundo semestre de 2015, a vacinação contra a aftosa atingiu um índice de cobertura de 98,17% do rebanho bovino e bubalino brasileiro.

Reforço no monitoramento

A proteção da área fronteiriça teve grande reforço no ano passado, quando a ministra Kátia Abreu lançou o Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária na Faixa de Fronteira. Os investimentos previstos para o fortalecimento de ações sanitárias e fitossanitárias são de R$ 125 milhões, por um período de cinco anos.

Kátia Abreu também criou a Força Nacional do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (FN-Suasa), responsável pelo controle de situações epidemiológicas, desastres ou assistência aos rebanhos e às lavouras. A FN-Suasa será convocada, por exemplo, quando for declarada emergência sanitária ou fitossanitária e atuará com outras áreas do governo e instituições parceiras.

Fonte:olhar Direto

domingo, 3 de abril de 2016

Semana Sou Senepol é destaque da 78ª Expogrande em MS.


A 78ª edição da Expogrande, de 7 a 17 de abril, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, MS, terá, novamente, a Semana Sou Senepol entre os destaques de sua grade de eventos.

Além de palestras, cursos, Encontro de Mulheres do Senepol e leilões dessa raça, a mostra será palco da divulgação dos resultados da 5ª Prova de Avaliação de Desempenho (PADS), dia 14, às 9h00, no Auditório da Embrapa Gado de Corte, e da assembleia geral da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Senepol (dia 11, às 14h00), no Auditório Acrissul.

A programação começa no domingo, 10 de abril, com o Dia de Campo na Fazenda San Francisco, em Miranda, MS. Na ocasião, será realizada uma palestra sobre a importância da seleção genética no melhoramento do rebanho bovino brasileiro, com o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Gilberto Menezes, coordenador do Embrapa Geneplus. Outro assunto em pauta será o impacto econômico positivo na implantação das boas práticas de bem-estar animal na sua fazenda, com Marcel Kenzo Vilalba Onizuka, especialista da Ouro Fino.



Outro destaque da Semana Sou Senepol na Expogrande será o II Encontro Mulheres do Senepol, no dia 11 de abril, com o objetivo de mostrar a força da mulher no agronegócio. A senepoleira Vera Reich, titular do criatório CMI, fará palestra sobre “Boas práticas no manejo de bovinos e pioneirismo na Raça Senepol”, com foco no trabalho realizado na sua fazenda e no comportamento da mulher, hoje, dentro do agronegócio.

Na ocasião, a zootecnista fiscal agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fabíola Cristiane Alves Dary, fará uma palestra com o tema “Por que considerar o bem-estar animal?”.

Grade de leilões
Abrindo a agenda de comercialização, dia 11 de abril, o 5º Leilão Elite Senepol SAN & Convidados ofertará doadoras de genética de alto padrão e variabilidade, com produtividade comprovada, além de novilhas de cabeceiras da safra 2014 do criatório. A venda de animais prossegue com dois remates da Senepol CMI: Deusas Senepol, dia 12, e Musas do Senepol, dia 13. No dia 14, o Leilão Reprodutores Senepol encerra as ofertas da Semana Sou Senepol.

Fonte: Grupo Publique com informações da assessoria de imprensa

quinta-feira, 17 de março de 2016

A história do Senepol,primeiros rebanhos do pecuarista João Arantes Junior.

Projeto Senepol Nova Vida

A primeira experiência que o pecuarista João Arantes Junior - JAJ - teve com a raça Senepol foi através do cruzamento industrial, com a inseminação de milhares de vacas F1 e Nelore, nos anos 1997 e 1998. As primeiras safras de bezerros ½ sangue Senepol encantaram o pecuarista. O padrão homogêneo dos bezerros, o caráter mocho, pêlo zero e a qualidade de carcaça foram fatos que marcaram essa experiência.
A partir desse momento, João Arantes Jr., iniciou uma verdadeira cruzada em busca de possuir o primeiro rebanho Senepol puro em teritório Nacional.
Após uma verdadeira operação de guerra, no dia 11 de novembro de 2000, após horas de viagem, finalmente o  primeiro rebanho Senepol desembarcou no Brasil, em Porto Velho- RO. Todos aguardavam ansiosos pela novidade, que segundo a visão de João Arantes Jr. seria um divisor de águas na pecuária brasileira.
                                                              


Foto do interior do avião - 1ª importação da raça SENEPOL para o Brasil

Assim que os animais chegaram, logo provaram sua adaptabilidade, pois vieram de um rigoroso inverno americano direto para um calor de 40ºC além do clima extremamente úmido de Rondônia.
O primeiro rebanho importado, foi criteriosamente escolhido nos melhores plantéis americanos, com diversas linhagens e inclusive com algumas doadoras importadas das Ilhas Virgens ( berço da raça).
João Arantes Junior estipulou uma meta ambiciosa: produzir 2.000 prenhezes dentro de um ano, e para isso, optou pela inovadora técnica da Fertilização in vitro para multiplicar esse rebanho incial. Construiu em pouco mais de 3 meses o primeiro laboratório de FIV em uma fazenda e a partir de dezembro de 2.000 as primeiras aspirações e transferências de embrões foram realizadas. Em pouco mais de 18 meses de duração, o  projeto atingiu a meta das 2.000 prenhezes.
       
1º laboratório de FIV do Mundo construído dentro de uma fazenda 
                                                                        
Biólogo do nosso laboratório de FIV selecionando embriões de SENEPOL


No final de 2.001 a empresa importou mais 29 doadoras e 3 touros de central e na mesma ocasião, os irmãos Arantes, Ricardo e Neto, em visita aos criatórios norte-americanos descobriram um verdadeiro tesouro genético na fazenda de uma viúva de um criador de Senepol. O marido havia deixado um estoque de sêmen com 1.100 doses do renomado CN 5938, ainda hoje um dos touros mais ranqueados nas DEPs americanas. Os irmãos imediatamente fizeram negócio e arremataram o estoque de sêmem e utilizaram por muitos anos esse grande líder da raça nos acasalamentos.

Diferentemente da primeira importação, os animais desembarcaram no aeroporto de Viracopos e foram alojados em uma propriedade nos arredores de Franca (SP), onde ficava a sede da Vitrogen. Desde então o projeto passou a contar com outro núcleo para a produção de FIV em larga escala.

     

Primeiro rebanho SENEPOL POI do Brasil - Fazenda NOVA VIDA - 2001                                                                

Primeiros bezerros SENEPOL POI nascidos no Brasil - Faz. NOVA VIDA - 2001       

História

Senepol - Origem: Ilha de St. Croix - Ilhas Virgens, Caribe.
Nos anos de 1800, bovinos da raça N'Dama foram importados do Senegal para a ilha caribenha de St. Croix, Ilhas Virgens. O N'Dama se adaptou bem por ser resistente ao calor, aos insetos e às doenças.
Em 1889 foi introduzida a genética do Red Poll ao rebanho Neltropp com o intuito de melhorar a habilidade materna, a fertilidade e dar caráter mocho aos animais. Essa mescla de Red Poll com N'Dama foi a base para a formação da raça SENEPOL.
                                             
 Mapa da Ilha de Saint Croix Ilhas Virgens - Caribe - Origem da raça SENEPOL
Surgia assim, em Saint Croix, uma nova raça que desde o inicio apresentava alta resistência ao calor, excelente imunidade a parasitas e doenças e ainda habilidade para sobreviver em regiões pobres de pastagens, tornado-se uma forte potencia da industria da pecuária.

Características


                                                      

         Rentabilidade                                                                                              

  • Maior quantidade de vacas por touro
  • Menor intervalo entre partos                                                 
  • Padronização de produção                                                         
  • Desmama com maior peso
  • Heterose a pasto
  • Abate precoce
  • Rendimento e acabamento de carcaça elevados, a pasto

          Resistência 

  • Tolerância ao calor
  • Pelo zero
  • Baixos índices de infestação de ecto e endoparasitas                     
  • Criado a pasto sem necessidade de manejo especial
  • Longevidade – vacas com 15-20 anos ainda em produção                         

       
  Monta natural/Alta libido Rebanho da SENEPOL NOVA VIDA USA  Registro feito em 14.06.2014 - Sacramento Ranch, FL        
Habilidade maternal / 2 bezerros mamando na mesma vaca Rebanho da SENEPOL NOVA VIDA USA Registro feito em 14.06.2014 - Sacramento Ranch, FL

          Fertilidade

  • Alto desempenho reprodutivo e libido,
  • Taurino que acompanha a vacada a campo
  • Alto índice de confirmação de prenhezes por monta natural

          Precocidade

  • Garrotes iniciam vida reprodutiva mais cedo (16 a 18 meses)
  • Novilhas entram em cio precocemente (a partir dos 14 meses)
  • Desmama pesada
  • Produtos de cruzamento SENEPOL são abatidos com 18 meses em regime de confinamento ou 24 meses a pasto (1 ano antes dos outros animais de corte)

          Manejo moderno e eficiente

  • Docilidade – animais mansos, de boa índole, que não apresentam risco no manejo
  • Mocho – característica dominante e transmitidas as progênies

ABCB Senepol
A Associação Brasileira de Criadores de Bovinos SENEPOL foi idealizada e fundada pelo visionário João Arantes Junior com o intuito de orientar e beneficiar todos os criadores de SENEPOL do Brasil.
Sua intenção, quando fundou a ABCB, sempre foi a de garantir mecanismos legais e buscar alternativas modernas para o desenvolvimento da raça SENEPOL no Brasil.

Valor agregado

Excelentes motivos para investir na raça SENEPOL:
MACHOS:
  • Alta libido,
  • Produção de cruzamento industrial por monta natural,
  • 100% Taurino,
  • Alta Heterose em programas de cruzamento industrial com matrizes Zebu e F1,
  • Maior rentabilidade por premiação de carcaça,
  • Excelente resistência ao calor,
  • A padronização – pelo zero, mocho e cor avermelhada – são transmitidas na maioria dos cruzamentos.
FÊMEAS:
  • Elevado grau de fertilidade,
  • Novilhas entram em cio precocemente,
  • Longevidade e produção até os 15-20 anos,
  • Docilidade que facilita o manejo e o parto,
  • Facilidade de parto permite maior sobrevivência e vigor aos bezerros.
Fonte: Senepol Vida

domingo, 6 de março de 2016

Espécie de Abelhas sem ferrão e as floradas preferidas.

As abelhas nativas sem ferrão alcançam mais de 300 espécies e são distribuídas na Zona Tropical e Subtropical, nas Américas do Sul e Central, mais Malásia, Índia, Indonésia, África e Austrália.
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As abelhas nativas são conhecidas no meio científico como Meliponíneos. Pertencem à ordem Hymenóptera, à sub-família Meliponinae, agrupadas em três tribos: Meliponini, Trigonini e Lestrimelitini.

As abelhas sem ferrão brasileiras constituem-se nos polinizadores principais de 90% das árvores brasileiras, algumas das quais dependem exclusivamente destes insetos. As espécies possuem tamanhos, formas, coloração e hábitos os mais diversos. Dependendo de cada espécie, os ninhos contém de 500 a 80.000 indivíduos.

O principal interesse pela criação de abelhas sem ferrão está no prazer que o manejo diário proporciona ao homem e sua família, uma vez que esta atividade não representa qualquer risco de acidentes com enxames. É a natureza, e indiretamente o homem, os que mais lucram com os efeitos da criação e preservação destas abelhas, devido aos serviços de coleta de pólen das flores prestados pelas campeiras.

Ao se movimentar sobre as flores em busca do pólen, as abelhas promovem a fertilização das plantas, assegurando a sua multiplicação e perpetuação. Grande parte dos vegetais presentes no Brasil dependem exclusivamente da polinização realizada por estas espécies de abelhas sem ferrão. Daí a grande importância de se preservar estas abelhas, evitando-se o desmatamento desordenado, as queimadas, o uso indiscriminado de agrotóxicos e o extrativismo do mel.

Como muitas dessas espécies produzem mel saboroso, é muito grande a procura pelos próprios meleiros, que retiram o mel destruindo a colméia, assim contribuindo para a extinção dessas abelhas em algumas regiões.  A criação dessas abelhas e a sua exploração racional podem contribuir para a preservação das espécies e dar ao meliponicultor oportunidade de obter mel.

As abelhas sem ferrão, assim chamadas por apresentarem este instrumento de defesa atrofiado, são verdadeiramente insetos sociais. As colônias possuem uma rainha-mãe, várias gerações de operárias, além dos machos dependendo da condição geral da população.

Geralmente, encontramos machos nas épocas onde existe bastante alimento e presença de células reais, sinal que haverá em breve fecundação de rainhas virgens. Os machos são menores e não possuem corbícula, existente nas patas traseiras das operárias, responsáveis pela coleta de pólen das flores.

As operárias de meliponíneos vivem, em média, 30 a 40 dias e são quase brancas ao saírem dos favos, escurecendo com o passar do tempo. Na vida adulta, desempenham diversas funções no ninho, seguindo normalmente a seguinte ordem: faxineiras - nutrizes - arquitetas - ventiladoras - guardas - campeiras.

A rainha, quando fecundada, apresenta o ventre bem dilatado, podendo ser localizada facilmente a olho nu. Normalmente, habita a área de cria, circulando por entre os favos. Existem poucos relatos de fuga de meliponíneos, devido à impossibilidade de vôo da rainha fecundada.

Elas constroem seus ninhos em ocos de árvores, cupinzeiros e formigueiros abandonados, e nos mais variados locais onde encontram espaço e segurança suficientes para o desenvolvimento da colônia (postes, paredes, muros, caixas de força, armários, pedreiras, etc.).

Na elaboração dos ninhos, as abelhas utilizam diversos materiais de construção tais como a cera pura, o cerume (mistura de cera + própolis) ou ainda o batume (própolis + barro), destinados à delimitação do espaço. Algumas espécies usam cadáveres e excremento para construir suas moradias, como já observado em Jandaíra, Uruçu e Irapuá.

Dentro dos ninhos, elas guardam mel e pólen em potes ovalados de cerume. Eles ficam localizados próximos aos favos de cria, dependendo do espaço disponível na colônia. Os favos de cria são normalmente dispostos em forma de discos empilhados, sendo que algumas espécies apresentam favos em forma espiral e em cachos. Várias espécies envolvem a área de cria com uma capa folheada de cerume (invólucro), para proteger larvas e abelhas mais jovens das variações da temperatura.

No Brasil, existem mais de 300 espécies de abelhas sem ferrão, divididas em Meliponas e Trigonas. Através de algumas características gerais podemos distinguir esses dois grupos.

Os representantes mais populares são a jataí (Tetragonisca angustula), uruçu (Melipona scutellaris), tiúba (Melipona compressipes), jandaíra (Melipona subnitida), borá (Tetragona clavipes), mandaçaia (Melipona quadrifasciata), etc.

Seus ninhos são um espetáculo a parte de arquitetura e organização. Geralmente se alojam em cavidades de tamanhos adequados as quais elas acabam de acondicionar com barro, cera e resina. Estas cavidades podem ser ocos de velhas árvores, cipós ou bambus, em ninhos (abandonados ou não) de aves, cupins e formigas e até tijolos ocos, frestas nas paredes, cabaças, panelas. Os ninhos mais fáceis de ver são das espécies que constróem sobre as árvores, e que podem chegar a ter cerca mais de 100.000 indivíduos, como o da famosa irapuá (Trigona spinipes).

A entrada (muito variável conforme a espécie) nos conduz a um mundo fantástico, construído basicamente de uma mistura da cera secretada no dorso das abelhas e resina coletada de plantas (o própolis). Esta combinação chamada de cerume não é casual, pois unem-se as características de maleabilidade e isolamento térmico da cera com o poder antibiótico das resinas. Este material é manipulado incessantemente por operárias para a construção de colunas, potes de pólen e mel, lâminas de isolamento térmico e as células de cria.

A organização social destas abelhas apresenta assim muitas peculiaridades que são desafios científicos:

    * muitas espécies produzem um mel de excelente qualidade - incluindo-se alguns dos quais a medicina popular atribui qualidades terapêuticas;

    * a criação de abelhas sem ferrão é muito fácil até na cidade. A docilidade da maioria das espécies e seu comportamento fascinante as tornam um excelente material lúdico para os adultos e um instrumento de educação ambiental para as crianças;

    * seu papel chave nos ecossistemas dificilmente é apreciado na sua plenitude. As abelhas campeiras, ao coletar o néctar e o pólen, visitam quase todo tipo de arbustos e árvores com flores, servindo assim de agentes polinizadores nas matas e plantações.

Para que estes seres tão benéficos para os ecossistemas tropicais e para o próprio homem continuem existindo temos que tomar medidas, que aliás são as que todos já conhecemos, e que não ajudam só às abelhas, mas a muitas outras espécies.  

Tribo Meliponini 
Nome PopularNome Científico
Uruçu do litoral baiano,         uruçu gigante,
uruçu da praia, uruçu verdadeira
Melipona scutellaris scutellaris
Uruçu boca-de-rendaMelipona seminigra
Uruçu amarela, tuiuva, jandairaMelipona rufiventris
Uruçu mirim, mandariMelipona asilavel
Mandaçaia
Melipona quadrifasciata quadrifasciata
Melipona quadrifasciata anthidióides
Anthicliodes
Melipona mandaçaia
Guaraipo-manduri, gurupu, pé-de-pauMelipona bicolor


Tribo Trigonini
Nome ComumNome Científico
Jataí-itajaó, inhanti, mosquitinhoTetragonisca angustula angustula
Isaí, lambe-suorNonatrigona testaceicosnis
Marmelada, moça branca, mané-de-abreuFriesemellita varia
Mandaguari-tiúba
Scaptotrigona postica
Scaptotrigona bipuncatea
Tubi, tiuba amarela, tiuba vernelhaScaptotrigona xanthotricha
Tiuba pretaScaptotrigona sp
Irapuá, arapuá, abelha cachorroTrigona spinipes
Tataira, caga fogoOxytrigona tataira
Mirim preguiçaFrisella schrottkyi


Principai Espécies Melíferas
Nome PopularNome CientíficoFamíliaFloração
Acácia negraAcacia mearnsiiMimosaceaejul-ago
Açoita-cavaloLuehea divaricataTiliaceasejan-fev
AraçáPsidium cattleianumMyrtaceaeset-jan
AroeiraSchinus terebinthifolliusAnacardiaceaejun-ago
Assa-peixeVernonia beyrichiiAsteraceaejun-ago
GuaçatungaCasearia decandraFlacourtiaceaejun-jul
CambaráGochnatia polymorphaAsteraceaenov-jan
CamboatãCupania vernallisSapindaceaemar-abr
Canela-lajeanaOcotea pulchellaLauraceaeout-nov
CaquiDiospyrus kakiEbenaceaeset-out
CarquejaBacharis sppAsteraceaemar-abr
Cipo-são-joãoPyrostegia venustaBignoniaceaejun-ago
EucaliptoEucalyptus sppMyrtaceaejul-dez
Feijão-guanduCajanus indicusFabaceaeabr-out
GuabirobaCampomanesia xanthocarpaMyrtaceaeset-out
GuacoMikania sppAsteraceaejul-ago
GrevilhaGrevillea robustaProteaceaejul-ago
Cafezeiro-bravoCasearia sylvestrisFlacaourtiaceaejul
JeriváSyagrus rormanzoffianumArecaceaedez-abr
LaranjeiraCitrus sinensisRutaceaeago-set
LimoeiroCitrus lemonRutaceaeago-set
LeucenaLeucena leucocephalaMimosaceaejan-mar
MacieiraPrunus malusRosaceaeout-nov
MaricáMimosa bimucronataMimosaceaejan-mar
Miguel-pintadoMatayba elaeagnoidesSapindaceaeout-nov
MilhoZea maysPoaceaeout-dez
Pata-de-vacaBauhinita forficataCaesapilnaceaejan-fez
PêssegoPrunus persicaRosaceaejun-out
PêraPyrus communisRosaceaejul-out
PitangoEugenia unifloraMyrtaceaeset-out
TarumãVitex megapotamicaVerbenaceaeset-out
Trevo-brancoTrifolium repensPolygonaceaeabr-jun
Trigo-sarracenoFagopyrum sagitatumPolygonaceaeabr-jun
Uva-do-japãoHouvenia dulcisRhamnaceaemar-abr
Vassourão-brancoPiptocarpha abgustifoliaAsteraceaeout-jan
Fonte:Ambiente Brasil